O que é design responsivo? Se você já teve a triste experiência de ficar ajustando uma arte que já estava pronta, sabe o quanto isso é frustante.

Não existe nada pior para um design do que você precisar corrigir uma arte novamente, por conta de um detalhe que foi alteração, mas que exige que você precise fazer ajustes, gerando um retrabalho desnecessário.

Em alguns casos, é possível minimizar essas alterações, fazendo um “Design Responsivo” (maiores explicações mais abaixo nesse texto).

Um estudo de caso

Imagine uma situação em que você foi contratado para fazer alteração em um cartão de visitas. A arte já está pronta, de forma que basta você fazer as devidas alterações.

Você vai lá e começa a alterar o arquivo, trocando o telefone, adicionando um celular, mudando o nome e o email. Alterações simples.

Mas, ao terminar de alterar a arte, percebe que o design está quebrado, totalmente fora de alinhamento.

Você seleciona todos os objetos, alinha os objetos da forma correta e segue a vida. Mas, no futuro, se precisar alterar essa arte de novo, vai precisar fazer isso novamente.

E de novo. E mais uma vez. E outra. Como quebrar esse ciclo?

Design Responsivo

Provavelmente você não deve ter ouvido falar esse termo. Ao menos, não voltado para a área de design e criação.

Se procurar na internet, você encontrará termos como “site responsivo”, “layout responsivo” e “responsividade”.

Mas esses temos são voltados para webdesign. Eles indicam que um site é adaptado para se adequar a qualquer tipo de dispositivo. Se você entrar um site responsivo do seu notebook ou através de um celular, o site se ajusta para garantir a você uma melhor experiência.

Mas eu não estou falando de um site, estou falando de design.

O que eu fiz foi apenas pegar esse termo que já existem em webdesign e utilizá-lo para uma boa prática que eu já fazia há muito tempo.

Acredito que muitos designers e arte finalistas devem trabalhar da mesma forma, apenas não ligaram uma coisa a outra.

Mas afinal, o que é Design Responsivo então?

Design Responsivo é como eu chamo a prática de desenvolver uma arte já pensando no futuro, tomando ações que permitam que caso ocorram pequenas alterações você evite retrabalho com ajustes para arrumar o layout.

Essa prática envolve portanto alguns passos e para que você evite um retrabalho, você é obrigado a fazer as coisas da forma mais correta possível, procurando ajustar sua arte para isso.

Vamos aos passos?

1) Evite quebrar texto em vários objetos

Quando você for montar uma arte, procure deixar a maior quantidade de textos agrupados em caixas de textos.

Se estiver fazendo um cartão de visita pode por exemplo, agrupar o telefone e o endereço em uma caixa e o nome e telefone em outra caixa. O mesmo vale para cardápios, folders, etc.

Isso vai facilitar sua vida quando você precisar mover esse bloco para outro lugar. Como você diminuiu a quantidade de blocos de texto, fica mais fácil selecionar e ajustar.

2) Procure trabalhar com caixas de texto ao invés de texto artístico

Quem trabalha com o Corel pode achar essa dica meio estranha, mas sim, trabalhar com caixas de texto pode ser um pouquinho mais trabalhoso, mas vão permitir que você aplique o passo 3 (abaixo), que pode lhe poupar muito tempo.

3) Alinhamento horizontal do texto

Procure sempre alinhar o texto horizontalmente de acordo com o layout.

Se o texto está todo alinhado a direita por exemplo, nada mais natural que o alinhamento do texto também fique para a direita. O mesmo vale para os outros alinhamentos.

Caso você tenha seguido o passo 2 (acima) e já esteja trabalhando com caixas de texto, essa dica tem ainda mais sentido.

4) Alinhamento vertical do texto

Se você trabalha com o Indesign, existe a opção que você alinhar o texto verticalmente. Isso é uma mão na roda quando você tem conteúdos que variam a quantidade de informações.

No caso de um cartão de visitas por exemplo, você pode ter um cartão com 2 linhas para o endereço e 3 telefones (total de 5 linhas) e outro cartão com apenas 1 telefone (total de 3 linhas).

Se seu layout permitir, você pode alinhar esse texto pela base, de forma que não precisará ficar ajustando o texto e dando “Enter” na parte de cima.

O mesmo vale quando você tem uma informação que precise ficar verticalmente no centro.

5) Trabalhe com Dados Variáveis

Se você utiliza o Indesign, pode trabalhar com dados variáveis e poupar muito trabalho no desenvolvimento de artes repetitivas, como um cartão de visitas.

Vale a pena dar uma pesquisada e aprender a como trabalhar com essa ferramenta.

6) Transforme algumas parte do design em links

Olhe para seu design e pense no que você pode transformar em links. Fazendo isso você terá um pouco mais de trabalho, mas pode evitar alguns problemas no futuro caso algum link sofra alteração.

Imagine por exemplo, um selo de “5 anos”. Existe uma grande probabilidade de que no futuro esse mesmo selo possa ser adaptado para os próximos anos (6 anos, 7 anos, etc).

7) Utilize Cores Globais

Isso é válido apenas para quem utiliza o Indesign ou o Illustrator.

O Indesign já trabalha dessa forma como padrão, mas o illustrator também permite que você o utilize dessa forma.

Tornar uma cor global vai permitir a você corrigir essa cor e não precisar ficar trocando todos os objetos do arquivo onde essa cor esteja aplicada. Uma dica que vale ouro.

8) Sempre trabalhe com uma boa Margem e com Sangria

Isso deveria ser um requisito básico para qualquer design, mas muitos se esquecem disso.

Se você não trabalha dessa forma, porque “é mais rápido”, lembre-se de que o mesmo tempo que você irá gastar no inicio para fazer uma arte correta, é quase o mesmo tempo que você irá gastar para ajustar a arte no futuro.

Isso considerando que sua arte permite a você fazer ajustes de forma rápida. Mas em alguns casos, você precisará procurar por outra imagem ou fazer gambiarras, que poderiam ter sido evitadas se a arte já tivesse sido feita corretamente.

9) Trabalhe com as imagens certas

Essa dica implica em duas coisas: resolução e formato da imagem.

A resolução implica sempre em trabalhar com os famosos “300 dpi”. E o formato diz respeito a sempre trabalhar em CMYK (a não ser que isso não seja necessário).

É importante lembrar que em vários casos, uma imagem “linda” em RGB fica sem graça quando convertida para CMYK.

Mas essa mesma imagem poderia ser aceita tranquilamente pelo cliente caso ele não tivesse a comparação inicial.

10) Não tenha preguiça

Já diz o velho ditado: preguiçoso trabalha dobrado.

Não tenha preguiça de já fazer certo da primeira vez. Algumas coisas são muito simples de fazer no inicio, mas podem vir a dar muito trabalho se você precisar ajustá-las depois.

De olho no futuro

Como vocês viram, essas são dicas bastante simples, que não exigem um grande esforço no desenvolvimento.

São dicas básicas, mas que podem ajudar muito você no futuro. Portanto, sempre pense no futuro.

Lembre-se de que no futuro você mesmo se dará um tapinha nas costas por ter feito a coisa certa da primeira vez.

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